O Poeta Absoleto

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Boa leitura,

Alexandre

 

 

 

 

 

 

Somos cada um a evidência do feito magnífico.  E mesmo assim, se isolado, tão obsoleto, tão descartável.  Como calcular então a nossa magnitude?  Porque não, não precisamos ser pedaços de um grande contexto para somar o todo feito, somos completos mesmo se sós.  Carregamos em cada mínima gota viva toda história que todos os homens já viveram.  Quer maior prova que a maior riqueza é de graça, é aberta, é geral?

Então não se iluda no absoluto inalcançável, na essência escondida, na vida além-túmulo.  Tudo é o que se pode almejar.  Tudo é o que co-existe e então.  Basta recorrer ao belo poeta absoleto, aquele que tudo pode e tudo é, mas se morto, se não aqui, não mostra a menor diferença.

Continua...

O poeta é um fingidor,
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
                     

Fernando Pessoa